Como reduzir o custo do plano de saúde empresarial sem perder qualidade

Publicado em 25/09/2026 · Raeto Corretora de Seguros

O reajuste anual do plano de saúde empresarial costuma ser um dos itens mais difíceis de explicar no orçamento da empresa: o percentual muda todo ano, o motivo nem sempre é claro para quem não acompanha o setor de perto, e a reação mais comum, quando o valor aperta, é cortar cobertura ou reduzir o número de dependentes incluídos. Existe, no entanto, um caminho mais eficaz: entender o que realmente forma o preço do plano e agir sobre esses pontos antes da renovação — em vez de reagir ao boleto depois que o reajuste já foi aplicado.

Como funciona o reajuste do plano de saúde empresarial

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não fixa o percentual de reajuste dos planos coletivos empresariais — ela regula o processo e acompanha os índices aplicados, mas quem calcula e propõe o percentual é a própria operadora. O funcionamento muda conforme o tamanho do contrato: empresas com 30 beneficiários ou mais entram em regime de livre negociação, e a operadora precisa apresentar o percentual com pelo menos 30 dias de antecedência, podendo o contratante solicitar a memória de cálculo em até 10 dias após a aplicação. Já os contratos com menos de 30 vidas são reunidos pela operadora em um "agrupamento de contratos", para diluir o risco entre mais beneficiários, e recebem um índice único, divulgado em maio e válido até abril do ano seguinte.

Saber em qual dessas duas situações a empresa está muda a estratégia: no regime de livre negociação, há espaço real para pedir a justificativa do percentual e comparar com o histórico de uso do plano antes de aceitar — algo que uma corretora consegue fazer de forma mais eficiente por lidar com vários contratos e operadoras ao mesmo tempo.

Coparticipação: reduz custo sem eliminar o acesso

A coparticipação — quando o funcionário paga uma parte pequena de cada consulta, exame ou procedimento utilizado — é um dos mecanismos mais usados para conter o custo do plano sem reduzir a cobertura contratada. A ideia não é gerar receita para a operadora, e sim desestimular o uso desnecessário do plano, mantendo o acesso integral para quem realmente precisa.

Hoje não existe um percentual máximo fixado pela ANS: a agência chegou a publicar uma norma limitando a coparticipação a 40% em 2018, mas a revogou depois de um questionamento no Supremo Tribunal Federal sobre sua competência para regular o tema. Na prática, quem hoje baliza o limite razoável é a jurisprudência: em outubro de 2023, o Superior Tribunal de Justiça fixou o teto de 50% sobre o valor contratado entre operadora e prestador, desde que a cobrança esteja prevista em contrato, não configure financiamento integral do procedimento pelo beneficiário e não funcione como uma barreira severa de acesso ao atendimento. Desenhar a coparticipação dentro desses limites — com percentuais moderados e regras claras no contrato — é uma forma de reduzir mensalidade sem parecer, para o time, um corte de benefício.

Acomodação e abrangência geográfica também pesam no preço

Dois fatores puramente técnicos costumam ser subestimados na hora de rever o custo do plano: o tipo de acomodação (enfermaria ou apartamento em caso de internação) e a abrangência geográfica da rede (regional ou nacional). Para empresas com operação concentrada em uma cidade ou região, um plano regional com rede forte ali tende a custar menos do que um plano de abrangência nacional — sem representar perda de qualidade prática para quem não viaja a trabalho com frequência. Da mesma forma, revisar se todos os beneficiários realmente precisam do padrão de acomodação mais alto contratado, ou se um plano com enfermaria já atende bem ao perfil da equipe, costuma abrir espaço de negociação relevante junto à operadora.

Telemedicina e prevenção ajudam a controlar a sinistralidade no médio prazo

Desde a Resolução CFM nº 2.314/2022, que regulamentou de forma permanente a telemedicina no Brasil, incluir teleconsulta e orientação médica por aplicativo no plano deixou de ser uma solução emergencial e passou a ser um recurso estrutural. O efeito prático para a empresa não aparece de imediato: consultas resolvidas por telemedicina tendem a evitar idas desnecessárias a pronto-socorro — um dos itens que mais pesa na sinistralidade de um plano — e, ao longo de um ou dois ciclos de renovação, essa redução no uso tende a se refletir em reajustes menores, já que a sinistralidade do contrato é justamente um dos elementos que a operadora usa para fundamentar o percentual proposto.

Comparar operadoras antes de aceitar o reajuste

Boa parte das empresas aceita o percentual proposto pela operadora porque trocar de plano parece mais trabalhoso do que realmente é. Como já explicamos no post sobre como trocar de corretora sem perder a apólice, mudar de corretora — ou negociar com outras operadoras antes da renovação — não exige cancelar o plano atual nem deixar a equipe descoberta. E, como mostramos no post sobre a diferença entre plano PME e empresarial, o enquadramento do contrato também influencia diretamente o reajuste aplicado, o que reforça a importância de revisar essas variáveis antes de simplesmente renovar no automático.

Como a Raeto pode ajudar

A Raeto ajuda empresas a entender a composição real do custo do plano de saúde — reajuste, coparticipação, rede e abrangência — e a comparar essas condições entre diferentes operadoras antes da renovação, buscando reduzir o valor da mensalidade sem abrir mão da qualidade do atendimento oferecido ao time. Fale com a Raeto e avalie, sem compromisso, onde há espaço de economia no seu plano atual.

Escrito pela equipe da Raeto Corretora de Seguros — no mercado desde 1997.